Procurando mais filmes sob temática gay brinquei novamente de roleta russa e acertei Regarding Billy. É aquele filme em que não se tem dúvidas quanto ao baixíssimo orçamento, além de ter consigo as interpretações pouco convincentes de Ronnie Kerr e Jack Sway, restando então ao lindo do seu Jason Van Eman salvar o trio. Os três são os únicos atores (e pessoas que aparecem) em todo o filme, o que dá a algumas cenas certo ar de solidão e pesa mais quanto a dramaticidade — e como gosto de dramas, porra.
Billy (Kerr) retorna para casa após a morte de seus pais, onde nasce a sua responsabilidade de cuidar de seu irmão mais novo Johnny (Sway), que é um jovem especial devido a sua deficiência mental. Durante o recomeço retorna o agora militar Dean, melhor amigo de Billy e que então reside na casa dos irmãos, tornando-se praticamente outro membro da família. Há assuntos inacabados!
Concretizar teorias sobre o que acontece não é muito difícil, contudo não estragaria ainda assim. Pensei que por conta das atuações, nem digo a falta de capital, iria deixá-lo de lado como alguns que assisti esse ano, mas a trama em si e até a música durante o filme me cativaram e me fizeram assisti-lo uma segunda vez (ainda que no dia não tenha concluído devido ao cansaço diário).
É carinhoso.
Ah, esses suecos!
Patrik Age 1.5 é mais uma grata surpresa, e novamente uma sueca (Lucky Blue a outra). Assisti, me emocionei no final como um bom drama me faz. Sinceramente sou fã deste tipo de filme onde, seja ou não utopia, há o despertar duma lágrima da alegria ao invés do contrário — afinal quem, assim como eu, assiduamente procura filmes com temática gay sabe que alguns deles, os dramas principalmente, não terminam tão bem assim. Devido a tanto que ainda se enfrenta por aceitação aqui nasce e se tem correspondido aquele simples desejo pelo happily ever after. Estou estragando o final? Acredite, estaria longe disso, mas sim reforçando um dos pontos positivos.
Há um novo casal na vizinhança, Goran e Sven Skoogh, e enquanto ambos maridos se adaptam, ou terceiros o fazem, eles planejam adotar uma criança, um bebê. A grande questão é que o desfecho na realização disto concretiza-se através de Patrik Eriksson, um adolescente de 15 anos (e não 1.5) que não está nem um pouco feliz com esta situação — e ele não mede suas palavras para expressar isso.
É mais um caso onde ao andamento não vi necessidade nem a devida apresentação da comédia pela qual o filme é também categorizado; vejo o drama e uma preocupação em mostrar o óbvio que é a possibilidade de dois homens que se amam conduzirem um casa e terem um filho, por sua vez também não querendo impor em momento algum que este último tenha de seguir suas preferências opcionais. Os problemas que aparecem pela chegada de Patrik e a forma que são contornados também me animou demais.
Particularmente meu novo queridinho. Pelo visto não vou aguentar muito tempo até assisti-lo novamente.
Queer as Folk opening
Estou quase na reta final da série toda, infelizmente. Mas finalmente a partir da 4ª e penúltima temporada colocaram uma abertura.
Nesse tempo entre a 3ª season até então algumas coisas inesperada, enquanto outras suposições minhas não se confirmaram. Só sei que, como na maioria das vezes, ficarei muito triste quando chegar ao último capítulo.
Ah sim: amo a dancinha do ator Robert Gant entre os 37-38 segundos!
Não Gosto dos Meninos
Curta bastante interessante sobre o viver dum gay e suas superações, angústias, dúvidas e claro: luta contra o preconceito. Sempre gosto de assistir essas declarações pois ensina e dá força a todos que por ventura passaram por semelhantes situações.
O vídeo com direção de Gustavo Ferri e André Matarazzo é baseado no projeto norte-americano It Gets Better, ou seja, tem a índole de auxiliar e dar de fato força para superar barreiras por simplesmente não se fazer parte dum padrão “correto”.
Mine Vaganti
Típico caso em que vi apenas uma imagem, em questão o poster do filme, e me senti atraído a explorar conteúdo. Acabei descobrindo se tratar dum filme italiano com temática gay e pós trailer acima decidi por assisti-lo. Mine Vaganti é de teor cômico porém sem dúvida com uma pegada mais profunda — ainda que sim, é bem humorado mesmo.
Dois irmãos são gays mas quando um deles decide contar a toda a família o outro, mais velho e que até então não tinha se revelado a ninguém, toma frente e faz sua revelação, fazendo no contexto com que o caçula esconda sua opção em vista de todo o fardo da família que é lhe é agora atribuído.
Gostei bastante e como nunca tinha visto um filme com esse tema por parte dos italianos fico feliz em indicá-lo.