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Muitos que estão acompanhando sabem que já se vão 5 anos agora em 2011 desde o anúncio do antes conhecido como Final Fantasy Agito XIII. Desde 2006 houve além da mudança de nome a também significativa e melhor escolha pelo lançamento ao portátil PSP, isso devido as limitações da plataforma foco que na época eram os celulares japoneses. A ambição do agora Final Fantasy Type-0 mesmo na permanência como um título portátil pode ser sentida tanto pelos 2 UMDs em que será lançado, quanto os competentes gráficos e CGs cuja qualidade pretende não se redimir pela plataforma móvel, garantindo com isso algo que estejamos mais acostumados a presenciar nos de mesa.
Na semana passada, no último dia 10, a Square Enix finalmente liberou algo para todos os fãs mundiais de sua franquia, ou especificamente deste RPG de ação; a demo conhecida como Natsubi tornou-se disponível tanto através da PSN japonesa, quanto pelo próprio site oficial do título. Pesando cerca de 330MB ela dá um gostinho, como é de se esperar duma demonstração, do que está por vir a partir do dia 13 de Outubro nas lojas nipônicas.
A seguir alguns comentários sobre o que achei, mas, desde já declarando quanto positivas minhas impressões foram.
Antes de mais nada: não compreendo japonês! ao menos não da forma que gostaria; logo, a parte de enredo pouco posso opiniar duma forma precisa. Vale contudo a divulgação (mesmo básica) do que já é conhecido, ou seja, a de que 4 reinos, cada um com um determinado Cristal, encontram-se numa guerra por uma quebra de tratado de paz. O real culpado é o Milites Empire, comandado por Cid Aulstyne, que pela busca aos outros Cristais já conseguira conquistar 2 destes reinos, Concordia e também Lorica. Resta então a Suzaku tentar converter a situação, buscando a recuperação dos Cristais e confrontando de forma direta as forças de Milites. Direto da academia mágica de Suzaku um time formado por 14 habilidosos estudantes, conhecidos como Class Zero, entra em ação num ambiente bastante caótico.
Apesar da demonstração ser bastante pequena em termos de conteúdo, afinal são apenas, pelo que pude constatar, 5 missões ao todo, ela dá uma noção muito boa do que esperar do título. Dos 14 personagens jogáveis ela só nos permite o controle de 7, sendo eles Ace, King, Sice, Nine, Queen, Rem e Machina. 2 summons também podem ser completamente controlados, sendo estes Shiva e Golem.

Mesmo a demo dando uma ideia de que Type-0 será bastante direto no desenvolver de sua trama, já houve divulgação na mídia de que a andança pelo World Map será possível, assim como inimigos aleatórios aparecerão durante a travessia do mesmo. O mundo por sinal me pareceu bastante vasto, e a possibilidade de viajar em Airships também realça a premissa de que poderemos conhecer muitas das localidades vistas.
Das 5 missões que me foram apresentadas consegui completar precisamente 3, porém, estas mesmas concluídas apesar de entregarem um pouco do enredo, foram muito diretas e simples no que diz respeito a objetivos para suas conclusões. Basicamente o foco foi o confronto contra grupos de inimigos, com apenas uma das missões que consegui completar apresentando um sub-chefe e um chefe em seu decorrer. Pelo que foi comentado no site Siliconera há pelo visto objetivos opcionais durante cada missão; ao passo das mudanças de áreas dum mesmo cenário novas telas com informações apareceram, mas mesmo não entendendo seus textos a persistência em bater em tudo que se movia continuou dando certo.
Em termos de dificuldade a demo é ao todo mediana, com a maior parte das missões sendo tranquilas em suas travessias, mas numa em específico o exército de Milites dá bastante trabalho, como se automaticamente você estivesse pulando do Normal para o Hard. Claro que os níveis dos personagens vistos na missão difícil são mais altos, logo, é necessário adquirir um pouco mais de experiência retornando para missões anteriores — apesar de ter alcançado os respectivos níveis 18, 18 e 16 com Ace, King e Rem, só mesmo a ajuda de Shiva me permitiu ver um feixe de luz no fim do túnel, mas ainda assim não alcancei a vitória.
A Active Time Battle, ou ATB, é um sistema conhecido pelos fãs da série tradicional, porém ele aqui realmente pode ser chamada de ativo! Apesar de nascida em Final Fantasy X-2 (PS2) a atualização de nome Kai deste sistema, criada pelo mesmo planejador de batalha de Type-0, Takutsugu Nakazawa, evoluiu e apresenta aqui a ação mais dinâmica vista num episódio da série até hoje — o que é claramente reforçado pelo fato do título ser um de ação, e não turnos. Outro ponto que favorece muito o destaque que a jogabilidade merece é a diversidade de armas, afinal cada personagem jogável carrega uma diferente, que variam desde Cartas (Ace), Pistolas (King) ou Adagas (Rem), por exemplos. Ainda que obviamente cedo para dar um veredito, a impressão sobre as diferenças no uso de cada arma é positiva, isso somando variações de habilidades providas por cada uma, a gama de magias e seus formatos, ou simplesmente a movimentação de cada membro da Class Zero que nem sempre é igual.

Sem surpresas graficamente a Square Enix nunca deixou de agradar no PSP, e sem dúvida não será com Type-0 que ela fará diferente. Um exemplo claro em prol da qualidade do produto final são as CGs já citadas, estas que não tiveram sua qualidade ou quantidade reduzidas, garantindo por isso a descontrução dum padrão ao reservar pro futuro o release do título em 2 UMDs. Ao menos não na demo a quantidade de inimigos em tela se equipara a de um Dynasty Warriors, mas ainda assim em uma missão fica exemplificado que a fluência do experimentado não se abate diante de vários elementos em cena; Bahamut aparece, tiros são lançados, enquanto enormes Airships voam, deixando um ar pesado de uma guerra fictícia e poderosa, isso ao mesmo tempo que temos de cuidar dos nossos próprios assuntos, atacando, esquivando, ou nos sacrificando em nome das entidades conhecidas como summons.
Qualidade gráfica também pode ser vista numa missão sobre um ambiente gelado, onde já no início um enorme Dragão de 3 cabeças, cuja ferocidade e tamanho lembram as bestas mais incríveis de Monster Hunter, ataca impiedosamente até sair em voo.
O que gostaria de saber é se uma linearidade presenciada durante a progressão das missões será mantida em todo o jogo, não dando uma maior liberdade que fãs de episódios da era PlayStation, por exemplo, estão acostumados. Se Type-0 se firmar realmente sobre o padrão: escolha uma missão, voe até o local (Airship), derrote inimigos/chefe, veja uma cena da história, então temos algo para nos preocupar. Já foi mostrado, porém, que uma espécie de modo estratégico em tempo real será existente, ainda que de forma simples, mas que certamente dará uma variada nas coisas em vista de que é preciso estar no próprio World Map para tal. O uso duma Airship especifica também dará além de controle total (e não só de câmera como a padrão) a chance de participar de batalhas aéreas, e com isso possivelmente uma também exploração independente da trama nas terras de Oriens.
Um tempo para o aprendizado dos controles pode ser providenciado pela razão de alguns botões terem mais de uma utilidade, além de combinações entre si, mas nada que uma passagem pelo tutorial, ou consulta a um guia que colocarei no final deste post, não resolva qualquer possível e certamente passageira dúvida.
Em suma tenho expectativas altíssimas com o release final de Type-0, não só pelo time responsável, que inclui as composições de Takeharu Ishimoto (The World Ends With You, DS), os traços de Tetsuya Nomura (Final Fantasy VII, PS1) e o bem aplicado planejamento de batalha e co-direção de Takutsugu Nakazawa, por exemplos, mas por de fato ter pela demo a experimentação dum potencial que sempre acreditei.
Lembrando que caso você seja um dono do PSP e tenha interesse em testar a demonstração, os dados do site oficial japonês de Type-0 serão, segundo dizem, avaliados, isso em busca da quantidade de downloads de cada região. Isso servirá para mostrar que há interesse mundial pelo título, ou seja, poderão considerar de uma forma maior um release em, ao menos, inglês do mesmo! Mas a verdade é que duvido muito que ele não seja localizado (possivelmente em 2012), ou mesmo que deixará de fazer sucesso.
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