Nolan Rises

Tinha muitas dúvidas se The Dark Knight Rises conseguiria superar aquele que tenho como o melhor filme de super-herói já feito: o inesquecível TDK de 2008. Mas o Sr. Christopher Nolan conseguiu, e como conseguiu, intervindo felizmente na minha constante preocupação com os últimos de trilogias. 

Ok, ainda acho que Bane de Tom Hardy não supera o Joker de Ledger; aliás, que voz era aquela? Dá um ar muito artificial para esse universo crível, embora ficcional. Ainda sobre Bane: é um touro, é uma muralha, pronto para desferir a porrada que for, ou quebrar o Batman (em linhas mais simples)! Mas não só de músculos ele sobrevive e o caos que ele consegue desencadear entre reviravoltas e participação influente de diversos personagens, como a Catwoman da de fato gata Anne Hathaway (que me surpreendeu bastante por sinal, porém que veio grafar um nome que já admirava), geraram um foco incrível na sala de cinema. Dava para sentir que ninguém queria perder um segundo sequer do que estava rolando, e o silêncio, interrompido em alguns momentos é verdade — como com minha excitação, emoção, e, claro, risadas esporádicas —, era majoritário e correlacionado com o desfecho contemplável a que Rises caminhava pelas mãos de Nolan, do elenco.

Peter Jackson disse que não retornaria ao mundo de Tolkien para um novo filme, mas hoje, com as duas partes de The Hobbit sob sua direção, ele mesmo já confirmou “nunca diga nunca”. Nolan, você concretiza neste desfecho que nasceu para levar Batman aos cinemas; se houver a mais ínfima e remota das possibilidades, mesmo que tenha uma posição hoje contrária, espero sinceramente que um retorno ocorra pelas suas mãos!

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