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Entre tantos filmes com temática homossexual de sucesso e bastante famigerados sempre tive em mente, mesmo não a conhecendo de forma devida até então, que se tratando de séries de sucesso sob mesmo teor seria Queer as Folk o ponto de partida; já tinha baixado o piloto num momento anterior porém sem devido conhecimento: tive uma impressão errônea sobre o que me aguardava, e fico feliz em ter me aprofundado sobre aquilo e aqueles que agora fazem parte da minha vida.
Ter finalizado os 22 episódios que compreendem a 1ª temporada em menos de 2 semanas já demonstra o quanto gostei da série. Apesar de ter muito do lado estereotipado dos gays entre a sociedade, como o fato de “todos” sermos promíscuos, a série me ganhou por apresentar o lado ser humano que trabalha,tem decepções, busca por igualdade, e claro, sofre preconceitos, pagando preços baixos e altos pela tal diferença intolerante que uns enxergam, outros não.
Michael Novotny, interpretado por Hal Sparks, é o personagem com quem mais me identifico, principalmente pela razão de não ser mais um garoto/jovem, mas que ainda assim mantém sua paixão pelas suas histórias em quadrinhos e seus personagens ficcionais. É uma pessoa tranquila e que sempre está disposta a ajudar seus amigos, especialmente se esta pessoa for um tal de Brian Kinney.

Best friends forever!
Antes de falar porém de Brian Kinney (Gale Harold), um dos motivos de se assistir a série, seja por sua beleza, seja pela interpretação dum cafajeste apaixonante, tenho de citar outra personagem cuja algumas ações achei bastante corajosas nessa temporada: Justin Taylor (Randy Harrisson), que pode ter só 17 anos, mas enfrentou e continua enfrentando o preconceito duma forma bastante destemida, sem medir esforços inclusive dentro de sua própria casa — no estilo: aceite-me, ou, aceite-me. Não que se rebelar contra os próprios pais no momento de revelações, estas involuntárias ou não, seja o caminho, mas aprecio a firmeza irredutível mesmo com aqueles que mais amamos; é sobre compreensão de que nem tudo deve seguir um caminho já “traçado”, ou ao menos a tentativa da mesma.

A Sunshine, a Motherfucker
Sempre há uma preferência no pessoal de cada um, porém se tratando de Brian Kinney acho que todos os fãs do seriado devem concordar: ele é essencial. Desavenças, lágrimas, angústia, ódio, amor… São tantos os sentimentos envoltos deste, pseudo-antagonista, que fica difícil cogitar Queer as Folk sem sua presença. Nem sempre sincero, às vezes sincero demais; de atitudes precipitadas e amargas, ainda que pelo bem doutros; manipulação do que é seu e acha que não deve ser de mais ninguém. É um caos necessário e indispensável.
Seria utópico pensar que boates, promiscuidade, sexo, e drogas, não estariam presentes na retratação do gay contemporâneo, mas as mesmas por muitos são ainda exclusivamente correlacionadas a estes que preferem se relacionar com alguém de mesmo sexo; podem se diferenciar por particularidades, mas no fim o que é apresentado é existencialmente similar e possível por parte dum heterossexual. Há, além de tudo, uma história a ser contada sobre cada um dos diversos personagens e suas vidas, seus problemas, seus conflitos, e isso que me cativa e espero continuar nas próximas 4 temporadas.
Be proud for who you are; proud for who i am.