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Dev: Raven Software | Pub: Activision | Gen: FPS/Sci-Fi | Singleplayer-Online Multiplayer| RL: 29/6/10 | + PS3, X360
O tempo sobre as mãos
Sendo duma mistura entre sci-fi e FPS, gêneros que no mundo virtual chamam a atenção do que vos escreve, Singularity acabou na verdade passando despercebido por muitos devido, além de tudo, baixas vendas. Não quer dizer porém que um fora do padrão excitado dos mainstream seja de pouca relevância ou menos divertido — óbvio, certo?
A descoberta dum novo elemento da tabela periódica garante a cientistas russos a chance de criar um dispositivo cujo principal foco é o controle sobre o tempo; o TMD, ou Time Manipulation Device, é de fato o grande atrativo por trás de Singularity e o que o torna uma experiência ainda que ao mesmo tempo reconhecível, pelos controles fáceis e padronizados aos jogadores de FPS, algo atualizado tanto em combate quanto exploração. A viagem no tempo feita por fendas temporais faz parte da ilha de Kartoga-12, um local que sobrevive sob a criação dum poder em resposta a população norte-americana, porém que, sem surpresas, ameaça num fim das contas todo o mundo.
Em relação a exploração o TMD é responsável por felizes puzzles, ou enigmas, que se desdobram e aparecem em meio da ação frenética e também já esperada: voltar no tempo e consertar um lance de escadas para alcançar um novo local, ou recriar dos destroços uma caixa e com isso garantir um apoio para um nível superior; são apenas 2, bastante utilizados, exemplos. Na batalha porém é que o dispositivo se destaca e muito, ainda mais que na medida da progressão de enredo o próprio TMD recebe aprimoramentos que permitem, ao exemplo mais animador, congelar o tempo num espaço limitado.

Tratando-se ainda de upgrades há pessoais ao protagonista que lhe garantem melhorias como maior tempo debaixo d’água, maior resistência contra danos físicos e projéteis, ou simplesmente um espaço extra para carregar um kit de primeiros socorros; não chega a ser um “RPG” em termos de diversidade nas melhorias, mas dá motivos para se explorar cenários ou mesmo derrotar inimigos, não fincando-se no estereótipo de matar por conseguir munição apenas ou, por mais costumeiro que seja, atravessar um estágio.
A aventura não é longa e pode garantir numa passagem pela dificuldade mediana cerca de 8 horas, contudo o desafio sob estes parâmetros pode não ser tão grande: o TMD, ou mesmo alguma das armas específicas — como a que permite, duma maneira bastante gratificante, controlar o projétil disparado —, são os culpados, ainda que no processo a diversão não seja deixado de lado momento algum. Outro elemento que poderia melhorar essas horas poderia ser a presença de mais bosses, pois praticamente um foi marcante.

Tendo versões para consoles de mesa era esperado que a versão do PC garantisse gráficos cujas melhorias poderiam ser obtidas através de opções diversas, o que infelizmente Singularity não faz: não há nenhuma, mas ainda assim a alta resolução presente faz bonito, mesmo notando-se de serrilhados e texturas mais baixas.
Experiência curta e prazerosa. Poderia ter mais momentos de teor épico, porém a brincadeira de controlar o tempo e viajar por ele é sim divertida e merece ser conhecida aos fãs de ficção científica e FPS.
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